Pesquisa revela que maioria dos Brasileiros tem intenção de doar órgãos, mas não avisa a família.

SEM O SIM DA FAMILIA, NÃO HÁ DOAÇÃO

  • Campanha IBRAFIG – ABTO "Seja doador de órgãos e avise sua família" se estenderá por todo ano de 2021. Uma doação pode salvar até oito vidas
  • Agravamento da pandemia pelo Covid-19 em todo o país acentuou a queda nas taxas de doação e de transplante, regredindo aos números de 2014 nas taxas de doação em geral e até 2012, nas taxas de transplante de fígado e coração.

SÃO PAULO, 27 de setembro de 2021 /PRNewswire/ -- A intenção de doar  órgãos e tecidos é aceita pela maioria dos brasileiros, porém tal desejo não é comunicado à família. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha (*), realizada em agosto deste ano, por solicitação do IBRAFIG – Instituto Brasileiro do Fígado, que mostrou que 7 entre 10 brasileiros têm a intenção de doar órgãos, mas cerca da metade (46%) não avisa a família. Sem o consentimento familiar, não há doação, pela legislação brasileira.  A campanha Seja Doador de Órgãos, Avise sua Família é desenvolvida pelo IBRAFIG, em parceria com ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, e tem por objetivo incentivar  doação de órgãos e diminuir o tempo de espera de pacientes na fila de transplante.

Segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da ABTO, cerca de 1.126 pessoas estão na fila de espera por um transplante de fígado e mais de 45 mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos sólidos e de tecidos. 

"A partir de um único doador, oito vidas podem ser salvas", explica o hepatologista e especialista clínico em transplante Paulo Bittencourt, presidente do IBRAFIG. "Durante os quase dois anos de pandemia, vimos o número de doações por milhão de população cair para valores bem abaixo da meta necessária para reduzir a morbimortalidade das pessoas em fila de espera para transplantes. Por isso, esta campanha é urgente – sem o consentimento da família, não há doação, mesmo que a intenção do possível doador seja conhecida de todo o seu entorno".

Ainda segundo a pesquisa DATAFOLHA, realizada de 2 a 7 de agosto de 2021, a intenção de doação de órgãos diminui com a idade (79% entre os entrevistados de 18 a 24 anos, versus 55% entre pessoas de 60+), mas aumenta com a escolaridade (56% entre aqueles com ensino fundamental versus 79% dos brasileiros com ensino superior) e com a renda (55% nas classes DE e78%, na classe AB).  A região sudeste tem a maior proporção de brasileiros que manifestam desejo de doar (73%), enquanto o Nordeste tem a menor taxa de potenciais doadores (59%). Os homens avisam menos a família e quanto menor o nível de instrução formal, menor a notificação à família. Nordeste e Centro Oeste/Norte lideram são as regiões com menor notificação às famílias, conforme os dados desta pesquisa.

Segundo os especialistas, não há idade limite para ser doador – a definição final cabe à equipe médica que capta a doação e à equipe responsável pelo transplante.

Doação de Órgãos e COVID  - Segundo Registro Brasileiro de Transplantes – Jan-Julho 2021,  editado pela ABTO,  o agravamento da pandemia pelo Covid-19 em todo o país acentuou a queda nas taxas de doação e de transplante, regredindo aos números de 2014 nas taxas de doação em geral; até 2012, nas taxas de transplante de fígado e coração: 2011, de pulmão e até 2003, na taxa de transplante renal. 

Dr. José Huygens Garcia, presidente da ABTO, informa que recentemente tem "ocorrido aumento crescente no número de doações com a defervescência da pandemia em vários estados, mas a taxa de recusa familiar continua alta, mostrando a importância das pessoas compartilharem com seus amigos e familiares sua intenção acerca da doação de órgãos após morte".

A campanha Seja um Doador e Avise a Família, iniciada em setembro – mês dedicado ao alerta sobre a importância de ser doador - tem parceria do Instituto Brasileiro do Fígado, Sociedade Brasileira de Hepatologia e Associação Brasileira de Transplante de Órgãos além Organizações Não-Governamentais. Material informativo, vídeos sobre doação de órgãos e transplantes, lives e depoimentos podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do @tudosobrefigado.

(*) A Pesquisa Doação de Órgãos foi conduzida pelo Instituto Datafolha de forma presencial,  por encomenda do IBRAFIG, com 1.976 pessoas com 18 anos ou mais, de 129 municípios, pertencentes a todas as classificações econômicas, conforme critérios do PNAD 2019. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Referências

https://bvsms.saude.gov.br/a-vida-precisa-continuar-27-9-dia-nacional-da-doacao-de-orgaos/ 

https://site.abto.org.br/wp-content/uploads/2021/08/RBT-2021-Semestre-1-Pop_compressed.pdf

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1635797/campanha_doacao_de_orgaos.jpg

 

FONTE IBRAFIG - Instituto Brasileiro do Fígado

SEM O SIM DA FAMILIA, NÃO HÁ DOAÇÃO

  • Campanha IBRAFIG – ABTO "Seja doador de órgãos e avise sua família" se estenderá por todo ano de 2021. Uma doação pode salvar até oito vidas
  • Agravamento da pandemia pelo Covid-19 em todo o país acentuou a queda nas taxas de doação e de transplante, regredindo aos números de 2014 nas taxas de doação em geral e até 2012, nas taxas de transplante de fígado e coração.

SÃO PAULO, 27 de setembro de 2021 /PRNewswire/ -- A intenção de doar  órgãos e tecidos é aceita pela maioria dos brasileiros, porém tal desejo não é comunicado à família. É o que indica pesquisa do Instituto Datafolha (*), realizada em agosto deste ano, por solicitação do IBRAFIG – Instituto Brasileiro do Fígado, que mostrou que 7 entre 10 brasileiros têm a intenção de doar órgãos, mas cerca da metade (46%) não avisa a família. Sem o consentimento familiar, não há doação, pela legislação brasileira.  A campanha Seja Doador de Órgãos, Avise sua Família é desenvolvida pelo IBRAFIG, em parceria com ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, e tem por objetivo incentivar  doação de órgãos e diminuir o tempo de espera de pacientes na fila de transplante.

Segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) da ABTO, cerca de 1.126 pessoas estão na fila de espera por um transplante de fígado e mais de 45 mil pessoas aguardam por um transplante de órgãos sólidos e de tecidos. 

"A partir de um único doador, oito vidas podem ser salvas", explica o hepatologista e especialista clínico em transplante Paulo Bittencourt, presidente do IBRAFIG. "Durante os quase dois anos de pandemia, vimos o número de doações por milhão de população cair para valores bem abaixo da meta necessária para reduzir a morbimortalidade das pessoas em fila de espera para transplantes. Por isso, esta campanha é urgente – sem o consentimento da família, não há doação, mesmo que a intenção do possível doador seja conhecida de todo o seu entorno".

Ainda segundo a pesquisa DATAFOLHA, realizada de 2 a 7 de agosto de 2021, a intenção de doação de órgãos diminui com a idade (79% entre os entrevistados de 18 a 24 anos, versus 55% entre pessoas de 60+), mas aumenta com a escolaridade (56% entre aqueles com ensino fundamental versus 79% dos brasileiros com ensino superior) e com a renda (55% nas classes DE e78%, na classe AB).  A região sudeste tem a maior proporção de brasileiros que manifestam desejo de doar (73%), enquanto o Nordeste tem a menor taxa de potenciais doadores (59%). Os homens avisam menos a família e quanto menor o nível de instrução formal, menor a notificação à família. Nordeste e Centro Oeste/Norte lideram são as regiões com menor notificação às famílias, conforme os dados desta pesquisa.

Segundo os especialistas, não há idade limite para ser doador – a definição final cabe à equipe médica que capta a doação e à equipe responsável pelo transplante.

Doação de Órgãos e COVID  - Segundo Registro Brasileiro de Transplantes – Jan-Julho 2021,  editado pela ABTO,  o agravamento da pandemia pelo Covid-19 em todo o país acentuou a queda nas taxas de doação e de transplante, regredindo aos números de 2014 nas taxas de doação em geral; até 2012, nas taxas de transplante de fígado e coração: 2011, de pulmão e até 2003, na taxa de transplante renal. 

Dr. José Huygens Garcia, presidente da ABTO, informa que recentemente tem "ocorrido aumento crescente no número de doações com a defervescência da pandemia em vários estados, mas a taxa de recusa familiar continua alta, mostrando a importância das pessoas compartilharem com seus amigos e familiares sua intenção acerca da doação de órgãos após morte".

A campanha Seja um Doador e Avise a Família, iniciada em setembro – mês dedicado ao alerta sobre a importância de ser doador - tem parceria do Instituto Brasileiro do Fígado, Sociedade Brasileira de Hepatologia e Associação Brasileira de Transplante de Órgãos além Organizações Não-Governamentais. Material informativo, vídeos sobre doação de órgãos e transplantes, lives e depoimentos podem ser acompanhados pelo site e redes sociais do @tudosobrefigado.

(*) A Pesquisa Doação de Órgãos foi conduzida pelo Instituto Datafolha de forma presencial,  por encomenda do IBRAFIG, com 1.976 pessoas com 18 anos ou mais, de 129 municípios, pertencentes a todas as classificações econômicas, conforme critérios do PNAD 2019. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

Referências

https://bvsms.saude.gov.br/a-vida-precisa-continuar-27-9-dia-nacional-da-doacao-de-orgaos/ 

https://site.abto.org.br/wp-content/uploads/2021/08/RBT-2021-Semestre-1-Pop_compressed.pdf

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1635797/campanha_doacao_de_orgaos.jpg

 

FONTE IBRAFIG - Instituto Brasileiro do Fígado

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