Produtos financeiros estruturados vão voltar a crescer em 2020?

Fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Jr, acredita que a demanda por juros baixo veio para ficar e este movimento deve voltar com o fim da crise

SÃO PAULO, 21 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- No Brasil, o mercado financeiro por anos ficou preso às amarras do alto juros. É claro que também havia benefícios para aqueles que sabiam se aproveitar do momento e inclusive se chegou ao patamar de um rendimento de 14% ao ano sem risco, o que atraiu muito capital externo e levou o câmbio a ficar baixo por muito tempo. No entanto, nos últimos tempos o brasileiro se acostumou a ver a taxa de juros cair, seguida de uma fuga de capital. O que parece ruim à primeira vista é uma readaptação do mercado e junto com ela vem também o lado positivo, com a sofisticação do mercado de produtos financeiros estruturados que pode refletir na economia nacional a longo prazo. Com o advento da crise do novo coronavírus esse processo sofreu um efeito, de certa forma, suspensório e com o fim deste episódio deve retornar.

O empresário Edson Hydalgo Jr, fundador da Intrader DTVM, acredita na manutenção dessa demanda. "Essa é uma demanda de juros baixo que veio para ficar, é uma realidade mundial e não é só o Brasil. A gente vê essa queda no juros em todas as economias de terceiro mundo, vindo essa demanda de juros baixo, os produtos financeiros vão ter uma saída muito maior", explica. Com uma maior saída de produtos financeiros, o mercado ganha em demanda e, assim como é o caso da Intrader DTVM, se torna propício para o surgimento de mais instituições financeiras independentes focadas nesse mercado, podendo ofertar um serviço mais ágil que instituições profissionais. Para os investidores há um ganho no âmbito da competitividade desse mercado, trazendo reflexo na agilidade dos serviços ofertados, assim como no custo dos mesmos.

Em um primeiro momento, um leigo pode se assustar com o aumento da taxa de câmbio, porém muito da verba de investidores externos que estava alocada no Brasil era fruto dessa baixa taxa de juros. Mesmo que o risco Brasil estivesse em altos patamares em alguns períodos, o investidor estrangeiro era atraído pelo alto rendimento que o juros alto ofertava. Com a mudança desse paradigma há uma inevitável fuga de capital e, em consequência, o dólar fica mais caro, porém vale ressaltar que é um momento de adaptação do mercado que a longo prazo vai trazer retorno.

"Quando o investidor ou poupador mesmo, que tem um dinheirinho na poupança e trabalha, vai começar a ver que precisa fazer algo e começar a investir em outros mercados — o que vai dar mais risco em troca de rentabilidade", explica Jr Hydalgo. Questionado sobre o planejamento da Intrader DTVM para o futuro, aposta na solidificação desse mercado. "A gente como uma instituição independente trabalhando nessa modalidade de fundos mais estruturados — que é o nosso core business — acho que a gente tem um caminho bom pela frente", conta.

Porém, tal demanda não vai ser concretizada durante uma crise econômica internacional, o novo coronavírus surpreendeu a todos e a nebulosidade da sua duração vai interromper alguns processos em andamento, nem que seja por sua suspensão, no entanto ele não deve mudar uma demanda já estabelecida de mercado, apenas postergá-la.

Jr Hydalgo explica que a configuração econômica do Brasil tem uma grande perda que é inevitável com a necessidade de uma política de confinamento. "Se fosse mais rápido não teria tanto problema, nenhum economista vai conseguir dar uma avaliação precisa do estrago a ser feito perante o corona agora porque não sabemos o desfecho, nem mesmo quanto tempo isso vai durar. O prestador de serviço vai sofrer porque não sabe quanto tempo aguenta sem prestar o seu serviço, tem que ver se tem fluxo de caixa, qual o custo com escritório e outras questões", explica.

É natural que esse momento de incerteza gere apreensão nos investidores, o que é um prato cheio para o charlatanismo milagroso apresentado por quem dá respostas fáceis a problemas complexos, é importante que os investidores consigam cultivar habilidades inerentes ao sucesso no mercado financeiro como cautela, frieza e tentar analisar os fatos com calma. O foco no longo prazo e a diversificação na carteira de investimentos também auxilia a conhecer os movimentos drásticos do mercado e lembrar que mesmo na crise há espaço para ter ganhos.

Jr Hydalgo também acredita que a crise pode render ganhos futuros, um exemplo prático foi a criação da Intrader DTVM na sequência da crise do Subprime em 2008, enquanto muitos lamentavam as perdas aproveitou o vácuo da reconstrução de mercado para se estabelecer. Sobre os planejamento futuro, alega que a empresa vai manter sua estratégia e dá um dica de procedimento para quem está perdido. "Para nós essa tsunami não vai mudar em nada a condução da empresa, nossos objetivos, investimentos para o futuro e onde queremos chegar lá na frente. É um momento passageiro, já passamos por diversas crises e vamos passar por mais uma. Acredito que quando o mercado fica um pouco mais parado em termos de negócios, você pode olhar um pouco não só o cliente na parte externa mas olhar a parte interna da sua estrutura para arrumar a casa e voltar melhor", pontua.

FONTE Edson Hydalgo Junior

Fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Jr, acredita que a demanda por juros baixo veio para ficar e este movimento deve voltar com o fim da crise

SÃO PAULO, 21 de maio de 2020 /PRNewswire/ -- No Brasil, o mercado financeiro por anos ficou preso às amarras do alto juros. É claro que também havia benefícios para aqueles que sabiam se aproveitar do momento e inclusive se chegou ao patamar de um rendimento de 14% ao ano sem risco, o que atraiu muito capital externo e levou o câmbio a ficar baixo por muito tempo. No entanto, nos últimos tempos o brasileiro se acostumou a ver a taxa de juros cair, seguida de uma fuga de capital. O que parece ruim à primeira vista é uma readaptação do mercado e junto com ela vem também o lado positivo, com a sofisticação do mercado de produtos financeiros estruturados que pode refletir na economia nacional a longo prazo. Com o advento da crise do novo coronavírus esse processo sofreu um efeito, de certa forma, suspensório e com o fim deste episódio deve retornar.

O empresário Edson Hydalgo Jr, fundador da Intrader DTVM, acredita na manutenção dessa demanda. "Essa é uma demanda de juros baixo que veio para ficar, é uma realidade mundial e não é só o Brasil. A gente vê essa queda no juros em todas as economias de terceiro mundo, vindo essa demanda de juros baixo, os produtos financeiros vão ter uma saída muito maior", explica. Com uma maior saída de produtos financeiros, o mercado ganha em demanda e, assim como é o caso da Intrader DTVM, se torna propício para o surgimento de mais instituições financeiras independentes focadas nesse mercado, podendo ofertar um serviço mais ágil que instituições profissionais. Para os investidores há um ganho no âmbito da competitividade desse mercado, trazendo reflexo na agilidade dos serviços ofertados, assim como no custo dos mesmos.

Em um primeiro momento, um leigo pode se assustar com o aumento da taxa de câmbio, porém muito da verba de investidores externos que estava alocada no Brasil era fruto dessa baixa taxa de juros. Mesmo que o risco Brasil estivesse em altos patamares em alguns períodos, o investidor estrangeiro era atraído pelo alto rendimento que o juros alto ofertava. Com a mudança desse paradigma há uma inevitável fuga de capital e, em consequência, o dólar fica mais caro, porém vale ressaltar que é um momento de adaptação do mercado que a longo prazo vai trazer retorno.

"Quando o investidor ou poupador mesmo, que tem um dinheirinho na poupança e trabalha, vai começar a ver que precisa fazer algo e começar a investir em outros mercados — o que vai dar mais risco em troca de rentabilidade", explica Jr Hydalgo. Questionado sobre o planejamento da Intrader DTVM para o futuro, aposta na solidificação desse mercado. "A gente como uma instituição independente trabalhando nessa modalidade de fundos mais estruturados — que é o nosso core business — acho que a gente tem um caminho bom pela frente", conta.

Porém, tal demanda não vai ser concretizada durante uma crise econômica internacional, o novo coronavírus surpreendeu a todos e a nebulosidade da sua duração vai interromper alguns processos em andamento, nem que seja por sua suspensão, no entanto ele não deve mudar uma demanda já estabelecida de mercado, apenas postergá-la.

Jr Hydalgo explica que a configuração econômica do Brasil tem uma grande perda que é inevitável com a necessidade de uma política de confinamento. "Se fosse mais rápido não teria tanto problema, nenhum economista vai conseguir dar uma avaliação precisa do estrago a ser feito perante o corona agora porque não sabemos o desfecho, nem mesmo quanto tempo isso vai durar. O prestador de serviço vai sofrer porque não sabe quanto tempo aguenta sem prestar o seu serviço, tem que ver se tem fluxo de caixa, qual o custo com escritório e outras questões", explica.

É natural que esse momento de incerteza gere apreensão nos investidores, o que é um prato cheio para o charlatanismo milagroso apresentado por quem dá respostas fáceis a problemas complexos, é importante que os investidores consigam cultivar habilidades inerentes ao sucesso no mercado financeiro como cautela, frieza e tentar analisar os fatos com calma. O foco no longo prazo e a diversificação na carteira de investimentos também auxilia a conhecer os movimentos drásticos do mercado e lembrar que mesmo na crise há espaço para ter ganhos.

Jr Hydalgo também acredita que a crise pode render ganhos futuros, um exemplo prático foi a criação da Intrader DTVM na sequência da crise do Subprime em 2008, enquanto muitos lamentavam as perdas aproveitou o vácuo da reconstrução de mercado para se estabelecer. Sobre os planejamento futuro, alega que a empresa vai manter sua estratégia e dá um dica de procedimento para quem está perdido. "Para nós essa tsunami não vai mudar em nada a condução da empresa, nossos objetivos, investimentos para o futuro e onde queremos chegar lá na frente. É um momento passageiro, já passamos por diversas crises e vamos passar por mais uma. Acredito que quando o mercado fica um pouco mais parado em termos de negócios, você pode olhar um pouco não só o cliente na parte externa mas olhar a parte interna da sua estrutura para arrumar a casa e voltar melhor", pontua.

FONTE Edson Hydalgo Junior