Programas de reabertura e a vida no pós-pandemia

Com a queda da taxa de contágio do Covid-19, governos já implementam medidas de reabertura

SÃO PAULO, 7 de julho de 2020 /PRNewswire/ --  A crise do coronavírus já passou do seu auge em diversos países que vem discutindo a reabertura do comércio e a retomada das atividades econômicas e da vida urbana ao redor do mundo. Porém, a crise provocada pelo Covid-19 tem questões peculiares que não podem ser deixadas de lado, o altíssimo potencial de contágio que a doença tem faz com que exista uma possibilidade de uma segunda onda, até que uma vacina se torne uma realidade esse fantasma vai continuar a assombrar a população internacional. A retomada só vai ser efetivada com tranquilidade quando houver a tão esperada vacina — prevista para 2021.

A questão fica mais clara ao notar que na Nova Zelândia, por exemplo, após 25 dias sem nenhum caso, resultado de uma gestão tida como modelo na crise, o país se deparou com 2 casos da doença. Em Portugal, as medidas de reabertura foram restringidas ao ser constatado um aumento no número de casos da doença. Em Pequim, na China, os moradores alternam dias bons com a taxa de contágio controlada, que levam à abertura com dias ruins, e a volta por medidas mais duras de confinamento — ainda a principal política no mundo inteiro de combate ao novo coronavírus.

Ao mesmo tempo, a necessidade de isolamento social fez com que as empresas tenham notado os benefícios do home office que promove diferentes dinâmicas de trabalho que funcionam muito bem para alguns e são muitas as empresas que anunciaram manter o trabalho à distância até o fim do ano. Ao mesmo tempo, algumas atividades não têm essa opção, como explica o empresário e fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Júnior. "Tem algumas posições chave da nossa empresa que não nos permitem fazer home office, pois os profissionais precisamos estar lá presentes. Para trabalhar de casa, o colaborador teria que ter uma estrutura muito sofisticada para trabalhar e essa atividade a gente suspendeu o home office. Mas outras atividades, como área comercial e jurídica, isso é super bem vindo. Inclusive pode funcionar melhor por reduzir conversas de corredor e também uma série de custos de escritório", conta.

O momento é de cuidado pois após uma reabertura, caso seja abalada pela necessidade de voltar ao confinamento, pode gerar ainda mais danos para a economia. Logo, as políticas de reabertura procuram compreender como o vírus opera.

Inicialmente, houve uma onda internacional, capitaneada pelo presidente norte-americano Donald Trump, em que se deslegitimava o potencial risco gerado pelo Covid-19, por ter uma letalidade menor que outras doenças como o Ebola. No entanto, o tamanho do problema foi se apresentando com contornos problemáticos e a chave para entender a dimensão do problema não reside no aspecto da mortalidade, mas sim na questão do contágio.

Usando o caso do Ebola, por exemplo, o vírus é identificado com muito mais rapidez, os sintomas também atacam com mais velocidade e, além disso, a doença causa a morte do seu hospedeiro com mais agilidade — o que prejudica sua capacidade de se multiplicar. Em comparação, o novo coronavírus se mantém no corpo de seu hospedeiro por mais tempo, demora para manifestar sintomas e, consequentemente, se prolifera com muito mais eficiência.

Especialistas afirmam que após a contração do vírus, as pessoas levam três dias para se tornarem infecciosas e uma média de mais dois dias para manifestarem sintomas.

Para evitar uma segunda onda de contágio, as autoridades ao redor do mundo estudam maneiras de abrir mas ainda evitando aglomerações. Na cidade de Madri, na Espanha, optaram por permitir que a população saísse de casa, porém cada faixa etária teria seus horários no dia — então idosos, jovens, adultos e adultos com crianças não se cruzariam nas ruas evitando aglomerações. Em Paris, por outro lado, se optou por uma abertura sem restrição de idade e aos poucos, os restaurantes poderiam receber clientes nas calçadas primeiro, depois nos espaços internos, na sequência haveria a reabertura de escolas e assim por diante.

O biólogo e professor do Instituto de Ciência Weizmann, Uri Alon, defendeu recentemente na plataforma TED Talks que fosse implementado um sistema de abertura total dos escritórios por quatro dias e depois a volta de confinamento por mais dez, assim se aproveitaria da brecha dos três primeiros dias de infecção em que o doente não é contagioso. De acordo com o professor, seria possível identificar os contaminados com mais precisão, contendo gastos com testes e sem a necessidade de testar um número muito grande da população.

Para o Brasil a questão é ainda mais delicada, recentemente o país alcançou a marca de mais de 1 milhão de infectados, porém como a economia dá sinais de forte queda e o desemprego e a fome ameaçam voltar com força, há uma pressão pelo retorno das atividades econômicas.

Segundo Edson Hydalgo Júnior o brasileiro ainda vai sofrer por muito tempo, aqui adotamos o modelo europeu de combate à crise, porém não contamos nem com o sistema de saúde e nem com as reservas financeiras que os países, do chamado primeiro mundo, tem. "Me parece que se a gente for olhar o próprio impacto real do coronavírus, no fim quando pudermos contabilizar o impacto, que vai desde o ponto de vista financeiro até psicológicos, isso vai ser muito maior do que o impacto da pandemia em si", opina.

Contato: Edson Hydalgo Junior, telefone: 11-99560-8021, email: advas@bol.com.br

 

FONTE Edson Hydalgo Junior

Com a queda da taxa de contágio do Covid-19, governos já implementam medidas de reabertura

SÃO PAULO, 7 de julho de 2020 /PRNewswire/ --  A crise do coronavírus já passou do seu auge em diversos países que vem discutindo a reabertura do comércio e a retomada das atividades econômicas e da vida urbana ao redor do mundo. Porém, a crise provocada pelo Covid-19 tem questões peculiares que não podem ser deixadas de lado, o altíssimo potencial de contágio que a doença tem faz com que exista uma possibilidade de uma segunda onda, até que uma vacina se torne uma realidade esse fantasma vai continuar a assombrar a população internacional. A retomada só vai ser efetivada com tranquilidade quando houver a tão esperada vacina — prevista para 2021.

A questão fica mais clara ao notar que na Nova Zelândia, por exemplo, após 25 dias sem nenhum caso, resultado de uma gestão tida como modelo na crise, o país se deparou com 2 casos da doença. Em Portugal, as medidas de reabertura foram restringidas ao ser constatado um aumento no número de casos da doença. Em Pequim, na China, os moradores alternam dias bons com a taxa de contágio controlada, que levam à abertura com dias ruins, e a volta por medidas mais duras de confinamento — ainda a principal política no mundo inteiro de combate ao novo coronavírus.

Ao mesmo tempo, a necessidade de isolamento social fez com que as empresas tenham notado os benefícios do home office que promove diferentes dinâmicas de trabalho que funcionam muito bem para alguns e são muitas as empresas que anunciaram manter o trabalho à distância até o fim do ano. Ao mesmo tempo, algumas atividades não têm essa opção, como explica o empresário e fundador da Intrader DTVM, Edson Hydalgo Júnior. "Tem algumas posições chave da nossa empresa que não nos permitem fazer home office, pois os profissionais precisamos estar lá presentes. Para trabalhar de casa, o colaborador teria que ter uma estrutura muito sofisticada para trabalhar e essa atividade a gente suspendeu o home office. Mas outras atividades, como área comercial e jurídica, isso é super bem vindo. Inclusive pode funcionar melhor por reduzir conversas de corredor e também uma série de custos de escritório", conta.

O momento é de cuidado pois após uma reabertura, caso seja abalada pela necessidade de voltar ao confinamento, pode gerar ainda mais danos para a economia. Logo, as políticas de reabertura procuram compreender como o vírus opera.

Inicialmente, houve uma onda internacional, capitaneada pelo presidente norte-americano Donald Trump, em que se deslegitimava o potencial risco gerado pelo Covid-19, por ter uma letalidade menor que outras doenças como o Ebola. No entanto, o tamanho do problema foi se apresentando com contornos problemáticos e a chave para entender a dimensão do problema não reside no aspecto da mortalidade, mas sim na questão do contágio.

Usando o caso do Ebola, por exemplo, o vírus é identificado com muito mais rapidez, os sintomas também atacam com mais velocidade e, além disso, a doença causa a morte do seu hospedeiro com mais agilidade — o que prejudica sua capacidade de se multiplicar. Em comparação, o novo coronavírus se mantém no corpo de seu hospedeiro por mais tempo, demora para manifestar sintomas e, consequentemente, se prolifera com muito mais eficiência.

Especialistas afirmam que após a contração do vírus, as pessoas levam três dias para se tornarem infecciosas e uma média de mais dois dias para manifestarem sintomas.

Para evitar uma segunda onda de contágio, as autoridades ao redor do mundo estudam maneiras de abrir mas ainda evitando aglomerações. Na cidade de Madri, na Espanha, optaram por permitir que a população saísse de casa, porém cada faixa etária teria seus horários no dia — então idosos, jovens, adultos e adultos com crianças não se cruzariam nas ruas evitando aglomerações. Em Paris, por outro lado, se optou por uma abertura sem restrição de idade e aos poucos, os restaurantes poderiam receber clientes nas calçadas primeiro, depois nos espaços internos, na sequência haveria a reabertura de escolas e assim por diante.

O biólogo e professor do Instituto de Ciência Weizmann, Uri Alon, defendeu recentemente na plataforma TED Talks que fosse implementado um sistema de abertura total dos escritórios por quatro dias e depois a volta de confinamento por mais dez, assim se aproveitaria da brecha dos três primeiros dias de infecção em que o doente não é contagioso. De acordo com o professor, seria possível identificar os contaminados com mais precisão, contendo gastos com testes e sem a necessidade de testar um número muito grande da população.

Para o Brasil a questão é ainda mais delicada, recentemente o país alcançou a marca de mais de 1 milhão de infectados, porém como a economia dá sinais de forte queda e o desemprego e a fome ameaçam voltar com força, há uma pressão pelo retorno das atividades econômicas.

Segundo Edson Hydalgo Júnior o brasileiro ainda vai sofrer por muito tempo, aqui adotamos o modelo europeu de combate à crise, porém não contamos nem com o sistema de saúde e nem com as reservas financeiras que os países, do chamado primeiro mundo, tem. "Me parece que se a gente for olhar o próprio impacto real do coronavírus, no fim quando pudermos contabilizar o impacto, que vai desde o ponto de vista financeiro até psicológicos, isso vai ser muito maior do que o impacto da pandemia em si", opina.

Contato: Edson Hydalgo Junior, telefone: 11-99560-8021, email: advas@bol.com.br

 

FONTE Edson Hydalgo Junior