Resultados do Henley Passport Index monitoram ondas de choque geopolíticas à medida que surge uma nova Cortina de Ferro

LONDRES, 5 de abril de 2022 /PRNewswire/ -- Seis semanas após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o impacto na liberdade de viagem e na mobilidade foi mais drástico do que até mesmo os comentaristas mais pessimistas poderiam prever no início da guerra. Os resultados mais recentes do Henley Passport Index — o ranking original de todos os passaportes do mundo, conforme o número de destinos que seus portadores podem acessar sem a necessidade de um visto anterior — ilustram claramente o impacto profundo e talvez irreversível da guerra sobre a liberdade de deslocamento na região, à medida que surge uma nova Cortina de Ferro.

A invasão desencadeou a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de quatro milhões de ucranianos fugindo para países vizinhos. A UE, os EUA, o Canadá e outros países ocidentais fecharam seus espaços aéreos para a Rússia, impuseram proibições rígidas de viagem a cidadãos russos individuais e, em muitos casos, pararam de processar pedidos de visto, condenando efetivamente o passaporte russo ao status de lixo em grande parte do mundo desenvolvido.

Por outro lado, a UE aprovou um plano de emergência que permite que os ucranianos vivam e trabalhem em qualquer um de seus 27 estados membros por até três anos, enquanto outros países ocidentais modificaram suas políticas de visto em favor dos portadores de passaporte ucraniano ou dispensaram totalmente os requisitos de visto. De acordo com o Henley Passport Index mais recente, que se baseia em dados exclusivos da International Air Transport Association (IATA), a Ucrânia tem atualmente uma pontuação de 143 para isenção de visto/visto na chegada, um recorde para o país, que agora está em 34º lugar no índice (tendo subido 26 posições desde 2012), enquanto a Rússia ficou no 49º lugar, com uma pontuação de 117 — uma diferença que provavelmente aumentará nos próximos meses.  

Em outros lugares do ranking, Japão e Singapura continuam dividindo o primeiro lugar, com os portadores de seus passaportes podendo acessar 192 destinos em todo o mundo sem visto, sem levar em consideração as restrições temporárias da Covid. Alemanha e Coreia do Sul ocupam o 2º lugar, com uma pontuação de isenção de visto/visto na chegada de 190, enquanto Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha compartilham o 3º lugar, com os portadores de seus passaportes podendo acessar 189 destinos ao redor do mundo sem precisar adquirir um visto antecipadamente. O Reino Unido, que recentemente retirou todas as restrições remanescentes relacionadas à Covid, agora está em 5º lugar, com uma pontuação de 187, e os EUA estão apenas uma posição atrás, no 6º lugar, com uma pontuação de 186. O Afeganistão permanece no último lugar do índice, com seus cidadãos podendo acessar apenas 26 destinos sem visto.

O Dr. Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, afirmou que a última atualização oferece um panorama único de um mundo volátil e em rápida mudança. "À medida que o valor do passaporte russo diminui rapidamente e o mundo abre suas portas para os ucranianos, fica evidente que o passaporte que você detém determina seu destino e afeta drasticamente as oportunidades que você dispõe. Embora seja impossível prever como ficará o mundo à sombra de uma nova guerra fria, o índice mais recente sugere que a divisão entre a Rússia e grande parte do mundo ocidental só aumentará."

Ao comentar no Henley Global Mobility Report do segundo trimestre de 2022, que foi lançado hoje juntamente com o Henley Passport Index, o Dr. Parag Khanna, autor de best-sellers e fundador do FutureMap, afirmou que serão necessárias soluções criativas à medida que a migração em massa se tornar algo comum. "Quando confrontados com guerras ou perturbações climáticas, nosso instinto de luta ou fuga é despertado e a resposta sensata tem sido avançar em busca de condições mais adequadas. Estamos nos tornando novamente uma espécie migratória. Nas próximas décadas, questões climáticas ameaçam tornar algumas regiões do nosso planeta inhabitáveis, e milhões, se não bilhões, de pessoas precisarão encontrar novos lares."

De acordo com uma pesquisa exclusiva da Henley & Partners e da Deep Knowledge Analytics sobre a correlação entre o poder do passaporte e a vulnerabilidade e preparação para as mudanças climáticas, nações ricas e desenvolvidas com o maior acesso sem visto também têm uma pontuação alta quando se trata de sua prontidão para se adaptar à crise climática. Charles Phillips do Oxford Business Group afirma: "Podemos ver correlações estreitas entre o desempenho relativo à adaptação climática e a liberdade de viagens internacionais. Isso traz à tona o fato de que sua cidadania e passaporte realmente importam quando se trata de mitigar o risco climático."

Sebastian Mikosz, vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da IATA, diz que as previsões indicam uma demanda de dez bilhões de viagens com passageiros até 2050 (acima dos cerca de quatro bilhões pré-pandemia). "Grande parte desse crescimento será proveniente de passageiros que nunca tiveram a oportunidade de voar antes: na Ásia, África e América Latina. Precisamos encontrar soluções sustentáveis para esta próxima geração de passageiros, para que eles possam desfrutar e se beneficiar das viagens aéreas, como fizemos até agora."

Leia o comunicado de imprensa completo 

FONTE Henley & Partners

LONDRES, 5 de abril de 2022 /PRNewswire/ -- Seis semanas após a invasão da Ucrânia pela Rússia, o impacto na liberdade de viagem e na mobilidade foi mais drástico do que até mesmo os comentaristas mais pessimistas poderiam prever no início da guerra. Os resultados mais recentes do Henley Passport Index — o ranking original de todos os passaportes do mundo, conforme o número de destinos que seus portadores podem acessar sem a necessidade de um visto anterior — ilustram claramente o impacto profundo e talvez irreversível da guerra sobre a liberdade de deslocamento na região, à medida que surge uma nova Cortina de Ferro.

A invasão desencadeou a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de quatro milhões de ucranianos fugindo para países vizinhos. A UE, os EUA, o Canadá e outros países ocidentais fecharam seus espaços aéreos para a Rússia, impuseram proibições rígidas de viagem a cidadãos russos individuais e, em muitos casos, pararam de processar pedidos de visto, condenando efetivamente o passaporte russo ao status de lixo em grande parte do mundo desenvolvido.

Por outro lado, a UE aprovou um plano de emergência que permite que os ucranianos vivam e trabalhem em qualquer um de seus 27 estados membros por até três anos, enquanto outros países ocidentais modificaram suas políticas de visto em favor dos portadores de passaporte ucraniano ou dispensaram totalmente os requisitos de visto. De acordo com o Henley Passport Index mais recente, que se baseia em dados exclusivos da International Air Transport Association (IATA), a Ucrânia tem atualmente uma pontuação de 143 para isenção de visto/visto na chegada, um recorde para o país, que agora está em 34º lugar no índice (tendo subido 26 posições desde 2012), enquanto a Rússia ficou no 49º lugar, com uma pontuação de 117 — uma diferença que provavelmente aumentará nos próximos meses.  

Em outros lugares do ranking, Japão e Singapura continuam dividindo o primeiro lugar, com os portadores de seus passaportes podendo acessar 192 destinos em todo o mundo sem visto, sem levar em consideração as restrições temporárias da Covid. Alemanha e Coreia do Sul ocupam o 2º lugar, com uma pontuação de isenção de visto/visto na chegada de 190, enquanto Finlândia, Itália, Luxemburgo e Espanha compartilham o 3º lugar, com os portadores de seus passaportes podendo acessar 189 destinos ao redor do mundo sem precisar adquirir um visto antecipadamente. O Reino Unido, que recentemente retirou todas as restrições remanescentes relacionadas à Covid, agora está em 5º lugar, com uma pontuação de 187, e os EUA estão apenas uma posição atrás, no 6º lugar, com uma pontuação de 186. O Afeganistão permanece no último lugar do índice, com seus cidadãos podendo acessar apenas 26 destinos sem visto.

O Dr. Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, afirmou que a última atualização oferece um panorama único de um mundo volátil e em rápida mudança. "À medida que o valor do passaporte russo diminui rapidamente e o mundo abre suas portas para os ucranianos, fica evidente que o passaporte que você detém determina seu destino e afeta drasticamente as oportunidades que você dispõe. Embora seja impossível prever como ficará o mundo à sombra de uma nova guerra fria, o índice mais recente sugere que a divisão entre a Rússia e grande parte do mundo ocidental só aumentará."

Ao comentar no Henley Global Mobility Report do segundo trimestre de 2022, que foi lançado hoje juntamente com o Henley Passport Index, o Dr. Parag Khanna, autor de best-sellers e fundador do FutureMap, afirmou que serão necessárias soluções criativas à medida que a migração em massa se tornar algo comum. "Quando confrontados com guerras ou perturbações climáticas, nosso instinto de luta ou fuga é despertado e a resposta sensata tem sido avançar em busca de condições mais adequadas. Estamos nos tornando novamente uma espécie migratória. Nas próximas décadas, questões climáticas ameaçam tornar algumas regiões do nosso planeta inhabitáveis, e milhões, se não bilhões, de pessoas precisarão encontrar novos lares."

De acordo com uma pesquisa exclusiva da Henley & Partners e da Deep Knowledge Analytics sobre a correlação entre o poder do passaporte e a vulnerabilidade e preparação para as mudanças climáticas, nações ricas e desenvolvidas com o maior acesso sem visto também têm uma pontuação alta quando se trata de sua prontidão para se adaptar à crise climática. Charles Phillips do Oxford Business Group afirma: "Podemos ver correlações estreitas entre o desempenho relativo à adaptação climática e a liberdade de viagens internacionais. Isso traz à tona o fato de que sua cidadania e passaporte realmente importam quando se trata de mitigar o risco climático."

Sebastian Mikosz, vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da IATA, diz que as previsões indicam uma demanda de dez bilhões de viagens com passageiros até 2050 (acima dos cerca de quatro bilhões pré-pandemia). "Grande parte desse crescimento será proveniente de passageiros que nunca tiveram a oportunidade de voar antes: na Ásia, África e América Latina. Precisamos encontrar soluções sustentáveis para esta próxima geração de passageiros, para que eles possam desfrutar e se beneficiar das viagens aéreas, como fizemos até agora."

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