Tranquilidade cai para o nível mais baixo em 15 anos, alimentada pela incerteza econômica pós-COVID e pelo conflito na Ucrânia

LONDRES, 15 de junho de 2022 /PRNewswire/ -- Está sendo lançada hoje a 16a edição do Índice Global da Paz do think-tank internacional Institute for Economics & Peace (IEP).

Principais resultados 

  • As mortes por conflitos externos registraram um forte agravamento, provocado pela invasão russa à Ucrânia.
  • Apesar dos compromissos recentes, a militarização tem melhorado em 113 países desde 2008.
  • Os atos terroristas estão mais controlados, com 70 países sem registros de ataques em 2021. Este é o melhor resultado desde 2008.
  • A alta dos custos aumentou a insegurança alimentar e a instabilidade política em todo o mundo, com a África, o Sul da Ásia e o Oriente Médio sob maior ameaça.
  • A escala do terror político, a insegurança política, as relações com os países vizinhos, os refugiados e os deslocados internos atingiram sua pior pontuação desde o início do GPI.
  • O impacto econômico global da violência foi de 16,5 trilhões de dólares em 2021, o equivalente a 10,9% do PIB mundial, ou 2.117 dólares por pessoa.

O impacto da guerra na Ucrânia sobre a tranquilidade

  • Dois dos cinco países com as maiores quedas na tranquilidade foram a Rússia e a Ucrânia.
  • As redes sociais estão mudando a forma como a inteligência é reunida, pois agora são compartilhadas instantaneamente, em sua forma bruta e com pouca análise.
  • Em contraste com a tendência global, a positividade na Ucrânia estava aumentando em 2021. O apoio ao Ocidente era alto, com 58% das pessoas querendo se unir a uma união econômica ocidental e 54% apoiando a entrada na OTAN.

A 16a edição do relatório anual do Índice Global da Paz (GPI), a principal medida mundial da tranquilidade global, revela que o nível médio de tranquilidade global caiu 0,3% em 2021. Esta é a décima primeira queda na tranquilidade nos últimos 14 anos, com 90 países melhorando e 71 piorando, destacando que os países pioram muito mais rápido do que melhoram.

A Islândia continua sendo o país mais pacífico, uma posição que ocupa desde 2008. O país está no topo do índice, acompanhado pela Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca e Áustria. O Afeganistão continua sendo o país menos pacífico do mundo pelo quinto ano consecutivo, seguido pelo Iêmen, Síria, Rússia e Sudão do Sul. Sete dos dez países no topo do GPI estão na Europa, e a Turquia é o único país nessa região a ser classificada fora da metade superior do índice.

Dois dos cinco países com as maiores quedas na tranquilidade foram a Rússia e a Ucrânia, aos quais se juntaram a Guiné, Burkina Faso e Haiti. Todas estas pioras foram devidas a conflitos contínuos.

Dos 23 indicadores do GPI, as maiores quedas foram registradas nas relações entre países vizinhos, intensidade dos conflitos internos, refugiados e deslocados internos, escala do terror político e instabilidade política. Vinte e oito países têm altos níveis de instabilidade, e dez países registraram a pior pontuação de terror político possível.

A desigualdade global na tranquilidade vem aumentando continuamente. Desde 2008, os 25 países menos pacíficos pioraram em média 16%, enquanto os 25 países mais pacíficos melhoraram 5,1%. Desde 2008, 116 países reduziram sua taxa de homicídio.

O custo da violência para a economia global foi de 16,5 trilhões de dólares, o equivalente a 10,9% do PIB mundial, ou 2.117 dólares por pessoa. Nos dez países mais afetados pela violência, o impacto econômico médio foi equivalente a 34% do PIB, em comparação com 3,6% nos países menos afetados.

Houve melhorias substanciais em vários indicadores, como impacto do terrorismo, armas nucleares e pesadas, mortes por conflitos internos, despesas militares, taxas de encarceramento e percepções da criminalidade. O impacto do terrorismo está em seu nível mais baixo desde o início do GPI.

Steve Killelea, fundador e presidente executivo da IEP, disse: " No ano passado, fizemos um alerta sobre as consequências econômicas da COVID-19. Agora, estamos enfrentando escassez na cadeia de suprimentos, inflação crescente e insegurança alimentar, que foram agravados pelos eventos trágicos na Ucrânia. As consequências políticas e econômicas disso irão reverberar por muitos anos.

"Isso combinado com as pontuações recordes de más notas nas relações com países vizinhos, insegurança política e intensidade do conflito interno, os governos, organizações e líderes devem aproveitar o poder da paz.

"O valor econômico da paz perdida atingiu níveis recordes em 2021. Esta tendência precisa ser revertida, e o GPI demonstrou que os países que implementam as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas, conseguem um melhor resultado econômico."

A militarização e a guerra da Ucrânia

Os gastos militares como porcentagem do PIB diminuíram em 94 países, enquanto 112 países vêm reduzindo o pessoal das forças armadas desde 2008.  No entanto, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia e o aumento potencial das despesas militares dos países da OTAN para 2% do PIB pode levar a índices piores nos próximos anos. Independentemente deste conflito, a China pretende aumentar seus gastos militares em 7,1% em 2022.

O otimismo sobre o futuro estava em ascensão, com três vezes mais pessoas sentindo que poderiam ter o melhor futuro possível do que em 2019. Surpreendentemente, apenas 20% sentiam que o governo poderia lidar com um desastre. Em contrapartida, a proporção de russos que se sentiam mais seguros do que há cinco anos caiu entre 2019 e 2021, enquanto quase três vezes mais russos estavam preocupados com a economia*.

Embora o impacto total da guerra entre a Rússia e a Ucrânia ainda esteja sendo sentido, ela teve um efeito significativo no índice. Muitos países europeus próximos à Rússia observaram piora nas pontuações referentes a relações com países vizinhos, incluindo a Finlândia, Suécia, Romênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Moldávia.

A guerra enfatizou a importância da tecnologia na formação de conflitos. A tecnologia móvel 5G, a revolução das redes sociais e a maior acessibilidade dos drones mudaram a forma de guerrear. Conflitos recentes destacaram o afastamento da inteligência estática e selecionada para um encontro em tempo real via redes sociais. As informações são fluidas, orientadas por conteúdo e compartilhadas em um formato bruto e não censurado.

A economia global e o aumento dos atos violentos

A pandemia da COVID-19 levou os países a enfrentar crises econômicas e políticas. Países que haviam se tornado progressivamente mais pacíficos vivenciaram surtos de protestos e violência, visando o tratamento da pandemia por parte dos governos.

A intensidade das manifestações violentas aumentou 49% desde 2008, com 126 dos 163 países com piora no índice. Esta é uma tendência global, que afeta todas as regiões do mundo, exceto a MENA. As democracias plenas registraram a piora mais acentuada nas manifestações violentas, no entanto, a pontuação de democracias plenas ainda é melhor do que para qualquer outro tipo de governo.

O Sul da Ásia foi a região com a maior frequência e intensidade de manifestações violentas; Índia, Sri Lanka, Bangladesh e Paquistão registraram seus mais altos níveis desde o início do GPI. Na Europa, houve protestos anticonfinamento disseminados, principalmente na Bélgica, França, Holanda, Áustria, Croácia e no Reino Unido, com desenvolvimentos semelhantes na América do Norte.

Conflito e deslocamento 

O conflito contínuo teve a maior piora, com 9,3% de todos os três domínios do GPI desde 2008. O número de países que sofrem com conflitos internos violentos aumentou de 29 para 38, mas o número de pessoas mortas em conflitos internos caiu desde 2017. O número de pessoas desalojadas à força em todo o mundo aumentou de 31 milhões em 2008 para mais de 88 milhões em 2022.

Existem 17 países onde pelo menos 5% da população é refugiada ou desalojada internamente. O Sudão do Sul tem mais de 35% de sua população deslocada, enquanto a Somália e a República Centro-Africana têm mais de 20%.

Panorama regional: 

  • A Rússia e a Eurásia tiveram a maior redução na tranquilidade, impulsionada pelo aumento das mortes em conflitos, refugiados e deslocados internos, instabilidade política e terror político.
  • O Sul da Ásia continua sendo a segunda região menos pacífica, mas registrou o maior aumento na tranquilidade, impulsionado pelo abrandamento no conflito contínuo.
  • A Ásia-Pacífico registrou um aumento na tranquilidade, impulsionado por melhorias nos três domínios do GPI, a maior delas ocorrendo nos quesitos segurança e proteção. Na América do Norte, os EUA tiveram o nível mais baixo de tranquilidade desde 2008, sendo a agitação civil a principal causa.
  • O crime violento aumentou 4,4% na América Central e no Caribe em 2022 e atingiu o nível mais alto desde 2008. O Haiti teve a maior piora da região.
  • A região MENA registrou a segunda maior melhoria em todo o mundo. O Iêmen é o país menos pacífico da região pelo segundo ano consecutivo. A Líbia registrou a maior melhoria na tranquilidade em todo o mundo.
  • A África Subsaariana registrou uma redução de 1%. O Sudão do Sul continua sendo o país menos pacífico da região, apesar de uma melhoria geral. Embora os níveis de conflito interno no país permaneçam altos, o número de mortes por conflitos internos baixou 15%.

Para mais informações e para baixar o Índice Global da Paz de 2022, acesse visionofhumanity.org e economicsandpeace.org

FIM 

NOTAS AOS EDITORES 

*Dados da Pesquisa de Risco Mundial da Lloyd's Register Foundation/IEP

O relatório completo do GPI, artigos e mapas interativos estão disponíveis em: www.visionofhumanity.org 

Twitter: @globpeaceindex

Facebook: www.facebook.com/globalpeaceindex 

Sobre o Índice Global da Paz (GPI) 

Produzido pelo think-thank internacional Institute for Economics and Peace (IEP), o relatório do GPI apresenta a análise mais abrangente orientada por dados até o momento sobre a paz, seu valor econômico, tendências e como desenvolver sociedades pacíficas. O relatório abrange 99,7% da população mundial e utiliza 23 indicadores qualitativos e quantitativos de fontes altamente respeitadas para compilar o índice. Estes indicadores são agrupados em três domínios principais: conflito contínuo, segurança e proteção e militarização.

Sobre o Instituto de Economia e Paz 

O IEP é um think tank internacional e independente dedicado a mudar o foco do mundo para a paz como uma medida positiva, alcançável e tangível do bem-estar e do progresso humano. O grupo tem escritórios em Sidney, Bruxelas, Nova York, Haia, Cidade do México e Harare.

 

 

FONTE Institute of Economics and Peace

LONDRES, 15 de junho de 2022 /PRNewswire/ -- Está sendo lançada hoje a 16a edição do Índice Global da Paz do think-tank internacional Institute for Economics & Peace (IEP).

Principais resultados 

  • As mortes por conflitos externos registraram um forte agravamento, provocado pela invasão russa à Ucrânia.
  • Apesar dos compromissos recentes, a militarização tem melhorado em 113 países desde 2008.
  • Os atos terroristas estão mais controlados, com 70 países sem registros de ataques em 2021. Este é o melhor resultado desde 2008.
  • A alta dos custos aumentou a insegurança alimentar e a instabilidade política em todo o mundo, com a África, o Sul da Ásia e o Oriente Médio sob maior ameaça.
  • A escala do terror político, a insegurança política, as relações com os países vizinhos, os refugiados e os deslocados internos atingiram sua pior pontuação desde o início do GPI.
  • O impacto econômico global da violência foi de 16,5 trilhões de dólares em 2021, o equivalente a 10,9% do PIB mundial, ou 2.117 dólares por pessoa.

O impacto da guerra na Ucrânia sobre a tranquilidade

  • Dois dos cinco países com as maiores quedas na tranquilidade foram a Rússia e a Ucrânia.
  • As redes sociais estão mudando a forma como a inteligência é reunida, pois agora são compartilhadas instantaneamente, em sua forma bruta e com pouca análise.
  • Em contraste com a tendência global, a positividade na Ucrânia estava aumentando em 2021. O apoio ao Ocidente era alto, com 58% das pessoas querendo se unir a uma união econômica ocidental e 54% apoiando a entrada na OTAN.

A 16a edição do relatório anual do Índice Global da Paz (GPI), a principal medida mundial da tranquilidade global, revela que o nível médio de tranquilidade global caiu 0,3% em 2021. Esta é a décima primeira queda na tranquilidade nos últimos 14 anos, com 90 países melhorando e 71 piorando, destacando que os países pioram muito mais rápido do que melhoram.

A Islândia continua sendo o país mais pacífico, uma posição que ocupa desde 2008. O país está no topo do índice, acompanhado pela Nova Zelândia, Irlanda, Dinamarca e Áustria. O Afeganistão continua sendo o país menos pacífico do mundo pelo quinto ano consecutivo, seguido pelo Iêmen, Síria, Rússia e Sudão do Sul. Sete dos dez países no topo do GPI estão na Europa, e a Turquia é o único país nessa região a ser classificada fora da metade superior do índice.

Dois dos cinco países com as maiores quedas na tranquilidade foram a Rússia e a Ucrânia, aos quais se juntaram a Guiné, Burkina Faso e Haiti. Todas estas pioras foram devidas a conflitos contínuos.

Dos 23 indicadores do GPI, as maiores quedas foram registradas nas relações entre países vizinhos, intensidade dos conflitos internos, refugiados e deslocados internos, escala do terror político e instabilidade política. Vinte e oito países têm altos níveis de instabilidade, e dez países registraram a pior pontuação de terror político possível.

A desigualdade global na tranquilidade vem aumentando continuamente. Desde 2008, os 25 países menos pacíficos pioraram em média 16%, enquanto os 25 países mais pacíficos melhoraram 5,1%. Desde 2008, 116 países reduziram sua taxa de homicídio.

O custo da violência para a economia global foi de 16,5 trilhões de dólares, o equivalente a 10,9% do PIB mundial, ou 2.117 dólares por pessoa. Nos dez países mais afetados pela violência, o impacto econômico médio foi equivalente a 34% do PIB, em comparação com 3,6% nos países menos afetados.

Houve melhorias substanciais em vários indicadores, como impacto do terrorismo, armas nucleares e pesadas, mortes por conflitos internos, despesas militares, taxas de encarceramento e percepções da criminalidade. O impacto do terrorismo está em seu nível mais baixo desde o início do GPI.

Steve Killelea, fundador e presidente executivo da IEP, disse: " No ano passado, fizemos um alerta sobre as consequências econômicas da COVID-19. Agora, estamos enfrentando escassez na cadeia de suprimentos, inflação crescente e insegurança alimentar, que foram agravados pelos eventos trágicos na Ucrânia. As consequências políticas e econômicas disso irão reverberar por muitos anos.

"Isso combinado com as pontuações recordes de más notas nas relações com países vizinhos, insegurança política e intensidade do conflito interno, os governos, organizações e líderes devem aproveitar o poder da paz.

"O valor econômico da paz perdida atingiu níveis recordes em 2021. Esta tendência precisa ser revertida, e o GPI demonstrou que os países que implementam as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas, conseguem um melhor resultado econômico."

A militarização e a guerra da Ucrânia

Os gastos militares como porcentagem do PIB diminuíram em 94 países, enquanto 112 países vêm reduzindo o pessoal das forças armadas desde 2008.  No entanto, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia e o aumento potencial das despesas militares dos países da OTAN para 2% do PIB pode levar a índices piores nos próximos anos. Independentemente deste conflito, a China pretende aumentar seus gastos militares em 7,1% em 2022.

O otimismo sobre o futuro estava em ascensão, com três vezes mais pessoas sentindo que poderiam ter o melhor futuro possível do que em 2019. Surpreendentemente, apenas 20% sentiam que o governo poderia lidar com um desastre. Em contrapartida, a proporção de russos que se sentiam mais seguros do que há cinco anos caiu entre 2019 e 2021, enquanto quase três vezes mais russos estavam preocupados com a economia*.

Embora o impacto total da guerra entre a Rússia e a Ucrânia ainda esteja sendo sentido, ela teve um efeito significativo no índice. Muitos países europeus próximos à Rússia observaram piora nas pontuações referentes a relações com países vizinhos, incluindo a Finlândia, Suécia, Romênia, Estônia, Letônia, Lituânia e Moldávia.

A guerra enfatizou a importância da tecnologia na formação de conflitos. A tecnologia móvel 5G, a revolução das redes sociais e a maior acessibilidade dos drones mudaram a forma de guerrear. Conflitos recentes destacaram o afastamento da inteligência estática e selecionada para um encontro em tempo real via redes sociais. As informações são fluidas, orientadas por conteúdo e compartilhadas em um formato bruto e não censurado.

A economia global e o aumento dos atos violentos

A pandemia da COVID-19 levou os países a enfrentar crises econômicas e políticas. Países que haviam se tornado progressivamente mais pacíficos vivenciaram surtos de protestos e violência, visando o tratamento da pandemia por parte dos governos.

A intensidade das manifestações violentas aumentou 49% desde 2008, com 126 dos 163 países com piora no índice. Esta é uma tendência global, que afeta todas as regiões do mundo, exceto a MENA. As democracias plenas registraram a piora mais acentuada nas manifestações violentas, no entanto, a pontuação de democracias plenas ainda é melhor do que para qualquer outro tipo de governo.

O Sul da Ásia foi a região com a maior frequência e intensidade de manifestações violentas; Índia, Sri Lanka, Bangladesh e Paquistão registraram seus mais altos níveis desde o início do GPI. Na Europa, houve protestos anticonfinamento disseminados, principalmente na Bélgica, França, Holanda, Áustria, Croácia e no Reino Unido, com desenvolvimentos semelhantes na América do Norte.

Conflito e deslocamento 

O conflito contínuo teve a maior piora, com 9,3% de todos os três domínios do GPI desde 2008. O número de países que sofrem com conflitos internos violentos aumentou de 29 para 38, mas o número de pessoas mortas em conflitos internos caiu desde 2017. O número de pessoas desalojadas à força em todo o mundo aumentou de 31 milhões em 2008 para mais de 88 milhões em 2022.

Existem 17 países onde pelo menos 5% da população é refugiada ou desalojada internamente. O Sudão do Sul tem mais de 35% de sua população deslocada, enquanto a Somália e a República Centro-Africana têm mais de 20%.

Panorama regional: 

  • A Rússia e a Eurásia tiveram a maior redução na tranquilidade, impulsionada pelo aumento das mortes em conflitos, refugiados e deslocados internos, instabilidade política e terror político.
  • O Sul da Ásia continua sendo a segunda região menos pacífica, mas registrou o maior aumento na tranquilidade, impulsionado pelo abrandamento no conflito contínuo.
  • A Ásia-Pacífico registrou um aumento na tranquilidade, impulsionado por melhorias nos três domínios do GPI, a maior delas ocorrendo nos quesitos segurança e proteção. Na América do Norte, os EUA tiveram o nível mais baixo de tranquilidade desde 2008, sendo a agitação civil a principal causa.
  • O crime violento aumentou 4,4% na América Central e no Caribe em 2022 e atingiu o nível mais alto desde 2008. O Haiti teve a maior piora da região.
  • A região MENA registrou a segunda maior melhoria em todo o mundo. O Iêmen é o país menos pacífico da região pelo segundo ano consecutivo. A Líbia registrou a maior melhoria na tranquilidade em todo o mundo.
  • A África Subsaariana registrou uma redução de 1%. O Sudão do Sul continua sendo o país menos pacífico da região, apesar de uma melhoria geral. Embora os níveis de conflito interno no país permaneçam altos, o número de mortes por conflitos internos baixou 15%.

Para mais informações e para baixar o Índice Global da Paz de 2022, acesse visionofhumanity.org e economicsandpeace.org

FIM 

NOTAS AOS EDITORES 

*Dados da Pesquisa de Risco Mundial da Lloyd's Register Foundation/IEP

O relatório completo do GPI, artigos e mapas interativos estão disponíveis em: www.visionofhumanity.org 

Twitter: @globpeaceindex

Facebook: www.facebook.com/globalpeaceindex 

Sobre o Índice Global da Paz (GPI) 

Produzido pelo think-thank internacional Institute for Economics and Peace (IEP), o relatório do GPI apresenta a análise mais abrangente orientada por dados até o momento sobre a paz, seu valor econômico, tendências e como desenvolver sociedades pacíficas. O relatório abrange 99,7% da população mundial e utiliza 23 indicadores qualitativos e quantitativos de fontes altamente respeitadas para compilar o índice. Estes indicadores são agrupados em três domínios principais: conflito contínuo, segurança e proteção e militarização.

Sobre o Instituto de Economia e Paz 

O IEP é um think tank internacional e independente dedicado a mudar o foco do mundo para a paz como uma medida positiva, alcançável e tangível do bem-estar e do progresso humano. O grupo tem escritórios em Sidney, Bruxelas, Nova York, Haia, Cidade do México e Harare.

 

 

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