Vencedora do Prêmio Mulheres do Agro é destaque em pesquisa e desenvolvimento no nordeste

Marcia Kafensztok, reconhecida pela iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Abag, é produtora de ostras e camarões no Rio Grande do Norte e está à frente de primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada no Brasil

SÃO PAULO, 6 de julho de 2022 /PRNewswire/ -- Propagar o conhecimento e fomentar a pesquisa para o desenvolvimento da aquacultura no Brasil. Esse foi o principal motivo que fez Marcia Kafensztok a dar continuidade à produção de 40 hectares de camarões e ostras, no Sítio São Felix, em Tibau do Sul (RN), após o falecimento de seu marido. Reconhecida pelo Prêmio Mulheres do Agro 2021 na categoria pequena propriedade, hoje Marcia já lidera a primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do país.

Referência em práticas sustentáveis em sua região, ela quer ir além da produção: pretende transformar a sua empresa, Primar Aquacultura, em uma instituição de pesquisa. "Recebemos alunos para fazer trabalho de conclusão de curso, artigos e doutorados. Quando vejo o tanto de pessoas produzindo conhecimento, entendo que é a vocação do lugar", conta Kafensztok.

Atualmente, a fazenda tem convênio com 18 universidades federais brasileiras e é a única indústria de pequeno porte no Brasil que possui parceria com o Consórcio de Pesquisa AquaVitae, uma instituição europeia de pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis para aquicultura. Além da Primar, 35 outras empresas, universidades e empresas ao redor do Oceano Atlântico, possuem este convênio.

De acordo com Kafensztok, após firmar parceria com a AquaVitae, em 2019, e com aporte de recursos recebido para pesquisas no laboratório de produção de sementes de ostras nativas, a qualidade das pesquisas realizadas na Fazenda aumentou consideravelmente. Logo no primeiro ano, ela conta que a Primar Aquacultura bateu seu recorde de produção.

Todo o bom desempenho e preocupação com a qualidade dos camarões nos últimos anos tem atraído não somente os olhares de pesquisadores, como aumentado o interesse do consumidor final. No início da gestão, Marcia comercializava camarões somente para atacado. Com a pandemia e as dificuldades encontradas para a venda da produção, o cenário mudou: de uma base inicial de 70 clientes no varejo, passou a ter 500, e todos começaram a receber camarões diretamente em suas casas, por um sistema de delivery montado pela produtora.

"Liguei para todos os clientes e pedi indicação de pelo menos mais um. Nessa rede de solidariedade, foi uma questão de 4 meses para incrementarmos nossa base. Com isso, montamos uma rota de entrega de delivery para aumentar ainda mais a venda. Isso veio para ficar e tem crescido", explica Marcia.

A mulher em evidência na ciência

Uma pesquisa divulgada em 2021 pela Agroligadas, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), afirma que, para 64% das mulheres consultadas, a desigualdade de gênero ainda está presente no agronegócio, apesar de 79% dizerem que a situação melhorou na última década. Márcia tem notado este avanço. Segundo sua percepção, as mulheres já são maioria nas salas de aulas em universidades que atuam no setor. "Recebemos muitos estudantes e divisão de gênero é praticamente igual", conta. E a Primar Aquacultura é um exemplo: no início tinha apenas uma mulher, hoje a maioria dos funcionários é do gênero feminino.

Iniciativas de grandes empresas do setor também têm se mostrado potentes para dar voz e espaço às mulheres. Na Bayer, além do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa idealizada pela empesa em parceria com a Abag para reconhecer o protagonismo da mulher na agropecuária, internamente, as colaboradoras da companhia contam com o Women in Science Exchange (WiSE), para compartilhar histórias e criar uma rede de apoio entre mulheres cientistas.

Gabriela Gandelini, gerente em assuntos científicos regulatórios da Bayer, conta que uma das maiores conquistas do grupo, além de conectar as mulheres, é servir como exemplo.

"Eu sou química de formação, mas quando era criança não conhecia nenhuma química. Até hoje, por exemplo, comemora-se o dia do químico. Querendo ou não, isso acaba trazendo um viés inconsciente de que não nos enxergamos ali", relata.

O WiSE no Brasil tem diversas ações, desde comunicações bimensais que trazem histórias e exemplos inspiradores de mulheres e suas carreiras, até treinamentos, painéis, fóruns de discussão e rodas de conversa. Todas focadas em temas relacionados à carreira da mulher e evolução na empresa e na sociedade. O grupo conta com 160 mulheres, que, somadas as que fazem parte das demais regiões do mundo, totalizam mais de 500.

Foto - https://mma.prnewswire.com/media/1854710/Marcia_Kafensztok.jpg

FONTE Bayer

Marcia Kafensztok, reconhecida pela iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Abag, é produtora de ostras e camarões no Rio Grande do Norte e está à frente de primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada no Brasil

SÃO PAULO, 6 de julho de 2022 /PRNewswire/ -- Propagar o conhecimento e fomentar a pesquisa para o desenvolvimento da aquacultura no Brasil. Esse foi o principal motivo que fez Marcia Kafensztok a dar continuidade à produção de 40 hectares de camarões e ostras, no Sítio São Felix, em Tibau do Sul (RN), após o falecimento de seu marido. Reconhecida pelo Prêmio Mulheres do Agro 2021 na categoria pequena propriedade, hoje Marcia já lidera a primeira fazenda de aquacultura orgânica certificada do país.

Referência em práticas sustentáveis em sua região, ela quer ir além da produção: pretende transformar a sua empresa, Primar Aquacultura, em uma instituição de pesquisa. "Recebemos alunos para fazer trabalho de conclusão de curso, artigos e doutorados. Quando vejo o tanto de pessoas produzindo conhecimento, entendo que é a vocação do lugar", conta Kafensztok.

Atualmente, a fazenda tem convênio com 18 universidades federais brasileiras e é a única indústria de pequeno porte no Brasil que possui parceria com o Consórcio de Pesquisa AquaVitae, uma instituição europeia de pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis para aquicultura. Além da Primar, 35 outras empresas, universidades e empresas ao redor do Oceano Atlântico, possuem este convênio.

De acordo com Kafensztok, após firmar parceria com a AquaVitae, em 2019, e com aporte de recursos recebido para pesquisas no laboratório de produção de sementes de ostras nativas, a qualidade das pesquisas realizadas na Fazenda aumentou consideravelmente. Logo no primeiro ano, ela conta que a Primar Aquacultura bateu seu recorde de produção.

Todo o bom desempenho e preocupação com a qualidade dos camarões nos últimos anos tem atraído não somente os olhares de pesquisadores, como aumentado o interesse do consumidor final. No início da gestão, Marcia comercializava camarões somente para atacado. Com a pandemia e as dificuldades encontradas para a venda da produção, o cenário mudou: de uma base inicial de 70 clientes no varejo, passou a ter 500, e todos começaram a receber camarões diretamente em suas casas, por um sistema de delivery montado pela produtora.

"Liguei para todos os clientes e pedi indicação de pelo menos mais um. Nessa rede de solidariedade, foi uma questão de 4 meses para incrementarmos nossa base. Com isso, montamos uma rota de entrega de delivery para aumentar ainda mais a venda. Isso veio para ficar e tem crescido", explica Marcia.

A mulher em evidência na ciência

Uma pesquisa divulgada em 2021 pela Agroligadas, em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), afirma que, para 64% das mulheres consultadas, a desigualdade de gênero ainda está presente no agronegócio, apesar de 79% dizerem que a situação melhorou na última década. Márcia tem notado este avanço. Segundo sua percepção, as mulheres já são maioria nas salas de aulas em universidades que atuam no setor. "Recebemos muitos estudantes e divisão de gênero é praticamente igual", conta. E a Primar Aquacultura é um exemplo: no início tinha apenas uma mulher, hoje a maioria dos funcionários é do gênero feminino.

Iniciativas de grandes empresas do setor também têm se mostrado potentes para dar voz e espaço às mulheres. Na Bayer, além do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa idealizada pela empesa em parceria com a Abag para reconhecer o protagonismo da mulher na agropecuária, internamente, as colaboradoras da companhia contam com o Women in Science Exchange (WiSE), para compartilhar histórias e criar uma rede de apoio entre mulheres cientistas.

Gabriela Gandelini, gerente em assuntos científicos regulatórios da Bayer, conta que uma das maiores conquistas do grupo, além de conectar as mulheres, é servir como exemplo.

"Eu sou química de formação, mas quando era criança não conhecia nenhuma química. Até hoje, por exemplo, comemora-se o dia do químico. Querendo ou não, isso acaba trazendo um viés inconsciente de que não nos enxergamos ali", relata.

O WiSE no Brasil tem diversas ações, desde comunicações bimensais que trazem histórias e exemplos inspiradores de mulheres e suas carreiras, até treinamentos, painéis, fóruns de discussão e rodas de conversa. Todas focadas em temas relacionados à carreira da mulher e evolução na empresa e na sociedade. O grupo conta com 160 mulheres, que, somadas as que fazem parte das demais regiões do mundo, totalizam mais de 500.

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